terça-feira, 3 de julho de 2018

Devagar se vai ao longe



Hoje deixei a minha mãe na praceta onde mora e, como não havia lugar para estacionar, preparei-me para ir procurar lugar noutro lugar pois precisava de lá ir buscar uma coisa mas não queria perder muito tempo. 

Reparei que a minha mãe conversava com uma senhora que eu não conhecia mas deduzi que moraria no nosso prédio. Por uns instantes questionei-me sobre que conversariam, enquanto olhava para as duas. Talvez falassem sobre o condomínio... Foi engraçado porque me recordo de ter hesitado, enquanto olhava para ambas, como que impelido a interromper a sua conversa movido pela curiosidade de saber o tema da conversação. No entanto, a pressa de estacionar levou-me a carregar no acelerador e estacionar no lugar mais próximo que encontrei: na praceta ao lado. 

Quando voltava para a casa da minha mãe reparei que agora havia um lugar vazio. Não me foi muito difícil de perceber que aquele lugar era do carro da senhora com quem a minha mãe falava.

Devido à minha pressa, não me permiti entender que aquela senhora estava prestes a sair, o que me teria poupado uns preciosos minutos de tempo, alguns mililitros de gasolina e algumas calorias ao meu já idoso corpo.

Um novo dia e uma nova lição: devagar se vai ao longe.

Oeiras, 3 de Julho de 2018
Manuel Filipe Santos

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