sexta-feira, 4 de abril de 2025

Ainda é noite?!

 

Um mestre de vida espiritual perguntou aos seus discípulos se sabiam onde acabava a noite e começava o dia.
Um deles disse: «Quando vemos um animal à distância e podemos distinguir se é vaca ou cavalo».
O mestre disse imediatamente: «Não!»
Os discípulos replicaram: «Então é quando vemos uma árvore à distância e conseguimos distinguir se é figueira ou laranjeira».
O mestre repetiu: «Também não!»
Os discípulos insistiram: «Então quando é?»
O mestre finalmente explicou: «Quando vedes o rosto de um homem e reconheceis nele um irmão; quando vedes o rosto de uma mulher e reconheceis nela uma irmã. Se não fordes capazes disso, qualquer que seja a hora, ainda é noite!»

Tentando aprender

 
Só tenho uma palavra
para descrever este vídeo:
Lindo! 🙏


Da maneira mais simples

É apenas o começo. Só depois dói,
e se lhe dá o nome.
Às vezes chamam-lhe paixão. Que pode
acontecer da maneira mais simples:
umas gotas de chuva no cabelo.
Aproximas a mão, os dedos
desatam a arder inesperadamente,
recuas de medo. Aqueles cabelos,
as suas gotas de água são o começo,
apenas o começo. Antes
do fim terás de pegar no fogo
e fazeres do inverno
a mais ardente das estações.
Eugénio de Andrade, in 'Os Sulcos da Sede' fonte: Fátima Soares


2024.09.07


5% do PIB para a defesa???

 


Perguntei ao ChatGPT:
Eu acho que para um país como Portugal, aplicar 5% do PIB na Defesa é demasiado. Qual a tua proposta para uma distribuição nas diferentes áreas em Portugal com base no que conheces da nossa economia e Política?
E ele respondeu:
Concordo que 5% do PIB em defesa para Portugal parece elevado, especialmente considerando as prioridades económicas e sociais do país. Vou propor uma distribuição que tenta equilibrar o desenvolvimento económico, bem-estar social, educação, saúde e segurança, com base nas necessidades e desafios atuais de Portugal.
📊
Proposta de Distribuição do PIB (Indicativa)
Saúde: 8%
Priorizar o reforço do SNS (Serviço Nacional de Saúde), reduzir listas de espera, melhorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde e modernizar infraestruturas.
Educação: 6%
Investir na qualidade do ensino público, formação profissional, modernização tecnológica das escolas e acessibilidade ao ensino superior.
Segurança Social e Bem-Estar: 12%
Reforçar sistemas de pensões, apoios sociais, habitação acessível, e iniciativas para combater a pobreza e desigualdade social.
Infraestruturas e Transportes: 5%
Modernizar infraestruturas críticas, promover transportes públicos sustentáveis e acessíveis, e incentivar projetos de desenvolvimento regional.
Defesa: 1.5%
Garantir um orçamento adequado para manter capacidades básicas de defesa e participação em missões internacionais de paz, sem comprometer outras áreas essenciais.
Segurança Interna e Justiça: 2.5%
Reforçar o sistema de justiça, segurança pública, cibersegurança e proteção civil.
Investigação, Ciência e Tecnologia: 2.5%
Incentivar a inovação, investigação científica e digitalização da economia, com especial foco em áreas estratégicas como energias renováveis e economia azul.
Ambiente e Transição Energética: 3%
Investir em energias renováveis, proteção ambiental, agricultura sustentável e combate às alterações climáticas.
Cultura e Desporto: 1.5%
Promover atividades culturais e desportivas, com enfoque na preservação do património cultural e incentivo ao desporto juvenil.
Governação e Administração Pública: 2%
Melhorar a eficiência administrativa e combater a burocracia, incentivando transparência e inovação na gestão pública.
🔍
Resumo:
Esta proposta reflete uma aposta forte na saúde, educação e segurança social, que são áreas críticas para a qualidade de vida e desenvolvimento económico.
A defesa é mantida em níveis compatíveis com as necessidades reais de Portugal, que é um país seguro e sem grandes ameaças militares diretas.
Existe também um foco importante na sustentabilidade ambiental e inovação, áreas que podem garantir crescimento económico sustentável a longo prazo.

fonte: mural de Mano

sobre os sacramentos para divorciados

 

No site do Dicastério, a resposta a uma série de perguntas propostas pelo cardeal arcebispo emérito de Praga Dominik Duka: no caso de novas uniões, todos os sacerdotes são chamados a propor um caminho de discernimento que mostre "o rosto materno da Igreja


A exortação apostólica Amoris laetitia, do Papa Francisco, abre a possibilidade de acesso aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia quando, em um caso particular, "existem limitações que atenuam a responsabilidade e a culpa". Essa é uma das respostas publicadas no site do Dicastério para a Doutrina da Fé, a uma "série de perguntas" sobre "a administração da Eucaristia aos divorciados que vivem em uma nova união". As perguntas foram apresentadas ao Dicastério em 13 de julho passado pelo cardeal Dominik Duka, arcebispo emérito de Praga, em nome da Conferência Episcopal Tcheca.

Deve-se considerar, diz o texto do Dicastério, que esse é um processo de acompanhamento que "não termina necessariamente com os sacramentos, mas pode ser direcionado para outras formas de integração na vida da Igreja: uma maior presença na comunidade, participação em grupos de oração ou de reflexão ou envolvimento em vários serviços eclesiais".

Estamos, portanto, diante do acompanhamento pastoral como um exercício da "via caritatis", que nada mais é do que um convite para seguir o caminho "de Jesus: da misericórdia e da integração". Em 5 de setembro de 2016, os bispos da Região Pastoral de Buenos Aires haviam preparado para seus sacerdotes um texto explicativo da exortação apostólica intitulada Critérios básicos para a aplicação do capítulo VIII da Amoris laetitia, no qual enfatizavam que "não é apropriado falar de 'licenças' para o acesso aos sacramentos, mas de um processo de discernimento acompanhado por um pastor. Trata-se de um discernimento 'pessoal e pastoral' (AL 300)".

Deve-se considerar que, como lembra o Papa Francisco em sua carta ao Delegado da Região Pastoral de Buenos Aires, Amoris laetitia foi o resultado "do trabalho e da oração de toda a Igreja, com a mediação de dois Sínodos e do Papa". Esse documento se baseia no "magistério dos Pontífices anteriores, que já reconheciam a possibilidade de os divorciados em novas uniões terem acesso à Eucaristia", desde que assumam "o compromisso de viver em plena continência, ou seja, de se abster dos atos próprios dos cônjuges", como foi proposto por João Paulo II. Ou que "se comprometam a viver seu relacionamento... como amigos", como proposto por Bento XVI. O Papa Francisco mantém "a proposta de continência plena para os divorciados e recasados em uma nova união, mas admite que pode haver dificuldades em praticá-la e, portanto, permite em certos casos, após um discernimento adequado, a administração do sacramento da Reconciliação mesmo quando não se pode ser fiel à continência proposta pela Igreja".

Por outro lado, o Dicastério enfatiza que a exortação apostólica Amoris laetitia é um "documento do magistério pontifício ordinário, ao qual todos são chamados a oferecer o obséquio da inteligência e da vontade". Ela afirma que os presbíteros têm a tarefa de "acompanhar os interessados no caminho do discernimento de acordo com o ensinamento da Igreja e as orientações do Bispo". Nesse sentido, é possível, aliás, "é desejável que o Ordinário de uma diocese estabeleça certos critérios que, de acordo com o ensinamento da Igreja, possam ajudar os sacerdotes no acompanhamento e discernimento de pessoas divorciadas que vivem em uma nova união". O cardeal Duka, em sua série de perguntas, referiu-se ao texto dos bispos da Região Pastoral de Buenos Aires e perguntou se a resposta do Papa Francisco à pergunta da seção pastoral da mesma arquidiocese de Buenos Aires poderia ser considerada uma afirmação do Magistério ordinário da Igreja. O Dicastério, sem dúvida, afirma que, como indicado no rescrito que acompanha os dois documentos na Acta Apostolicae Sedis, eles são publicados "velut Magisterium authenticum", ou seja, como Magistério autêntico.

Quando questionado pelo cardeal Duka sobre quem deveria ser o avaliador da situação dos casais em questão, o Dicastério enfatiza que se trata de iniciar um itinerário de acompanhamento pastoral para o discernimento de cada pessoa individualmente. Nesse sentido, Amoris laetitia enfatiza que "todos os sacerdotes têm a responsabilidade de acompanhar as pessoas envolvidas no caminho do discernimento". É o sacerdote, diz o documento, que "acolhe a pessoa, ouve-a atentamente e lhe mostra o rosto materno da Igreja, acolhendo sua reta intenção e seu bom propósito de colocar toda a sua vida à luz do Evangelho e de praticar a caridade". Mas é cada pessoa, "individualmente, que é chamada a se colocar diante de Deus e a expor a Ele sua consciência, com suas possibilidades e limitações". Essa consciência, acompanhada por um sacerdote e iluminada pelas orientações da Igreja, "é chamada a se formar para avaliar e fazer um julgamento suficiente para discernir a possibilidade de acesso aos sacramentos".

Ao ser questionado se é apropriado que tais casos sejam tratados pelo Tribunal eclesiástico competente, o Dicastério aponta que, em situações em que uma declaração de nulidade pode ser estabelecida, o recurso ao Tribunal eclesiástico fará parte do processo de discernimento. O problema, observa-se, "surge nas situações mais complexas em que não é possível obter uma declaração de nulidade". Nesses casos, "um processo de discernimento que estimule ou renove um encontro pessoal com Jesus Cristo também nos sacramentos" também pode ser possível. Como esse é um processo de discernimento individual, os divorciados recasados devem se fazer algumas perguntas para verificar suas responsabilidades e se perguntar como se comportaram com "seus filhos quando a união conjugal entrou em crise; se houve tentativas de reconciliação; qual é a situação do parceiro abandonado; quais são as consequências do novo relacionamento para o restante da família e para a comunidade de fiéis".

fonte: Vatican News

quarta-feira, 2 de abril de 2025

O triunfo de Jesus

 

Papa Francisco (2017.11.22)

Quando entramos na Igreja para celebrar a Missa pensemos nisto: 

entro no calvário, onde Jesus oferece a sua vida por mim. E assim desaparece o espetáculo, desaparecem as tagarelices, os comentários e estas coisas que nos afastam de algo tão bonito que é a Missa, o triunfo de Jesus.

~Papa Francisco

Audiência Geral de 22 de novembro de 2017.




São João Paulo II



🙏 Em 2 de abril de 2005, 
morreu São João Paulo II, 
o Papa Karol Józef Wojtyla. 

São João Paulo II, Rogai por nós 🙏

fonte: Capelinha das aparições de Nossa Senhora

São Francisco de Paula

 

São Francisco de Paula, rogai por nós! São Francisco de Paula foi um homem que amava a solidão, por isso, viveu praticamente toda a sua vida em penitência e oração. Teve muitos seguidores e fundou uma congregação de vida eremita de nome Ordem dos Mínimos, aprovada pela Santa Sé em 1506.
Francisco nasceu em Paula (Itália), em 1416. Quando era criança, sofreu uma grave doença nos olhos, por isso, seus pais pediram a intercessão de são Francisco de Assis e fizeram uma promessa de que seu filho passaria um ano inteiro em um dos conventos de sua ordem se ficasse curado.
O menino ficou curado imediatamente e, desde então, começou a mostrar sinais de uma extraordinária santidade. Aos 13 anos, ingressou em um convento franciscano para cumprir a promessa de seus pais. Nesse lugar, cresceram seu amor pela oração e pela mortificação, sua profunda humildade e sua pronta obediência.
Aos 14 anos, peregrinou a Assis, onde recebeu a inspiração de se tornar eremita. Ao regressar a Paula, decidiu iniciar sua vida de retiro em uma caverna à beira do mar e, logo, seriam muitas as pessoas que se uniriam a ele. Desde então, o Espírito Santo lhe concedeu o dom da profecia, de fazer milagres e curas.
Em 1474, o papa Sisto IV lhe deu permissão para escrever uma regra para sua comunidade e de assumir o título de Eremitas de São Francisco: esta regra foi formalmente aprovada pelo papa Alexandre VI, o qual, posteriormente, lhes mudou o nome para o de Mínimos, “os mais humildes de todos os religiosos”.
A regra definitiva foi aprovada em 1506 pelo papa Júlio II, que também aprovou uma regra para as monjas da ordem.
Por muito anos, este santo percorreu cidades e povoados levando o evangelho. Em 1482, o papa Sisto IV decidiu enviar Francisco como legado ante o rei da França Luís XI, a quem conseguiu converter pouco antes de sua morte. Este ficou tão agradecido que nomeou Francisco de Paula como diretor espiritual de seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França.
São Francisco de Paula faleceu em 2 de abril de 1507. Doze anos depois de sua morte, foi proclamado santo pelo papa Leão X, em 1519. Sua festa é celebrada na Igreja universal hoje .
fonte: ACI Digital

segunda-feira, 31 de março de 2025

Jesus não está mais na cruz?!

 

— Jesus não está mais na Cruz — dizem muitos protestantes. — Por que seguir usando o símbolo no qual Ele foi torturado e morreu de forma tão atroz?

Respondamos com São Paulo, que, escrevendo aos coríntios, por volta do ano 55, disse:

“Entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado.”

— Mas como, Apóstolo? — poderiam perguntar os mesmos evangélicos. — Jesus já não ressuscitou? E não lhe apareceu glorioso no caminho de Damasco?

Sim, é verdade. Cristo venceu a morte. Mas a Cruz continuará a ser sempre — como demonstram séculos de tradição e iconografia cristã — o símbolo de seu triunfo e de nossa salvação. Depois daquela Sexta-feira Santa, não é mais possível separar Jesus e o madeiro, a Cruz e o crucificado.

São Pedro também o aprendeu, a duras penas. Primeiro, quando quis livrar o Mestre do suplício aparentemente maldito: “Deus te livre, Senhor!”, disse ele. — “Retira-te, Satanás”, retorquiu Jesus. Foi para a Cruz que Cristo veio. Quem foge da Cruz é o diabo.

Depois, tendo já o Senhor subido aos céus, reza a tradição que, instado pelos próprios fiéis, o príncipe dos Apóstolos começou a deixar a cidade de Roma, assim que estourou a perseguição aos cristãos. Parecia o mais prudente a ser feito: não se expor à morte, não comprometer o apostolado, poupar-se. Até que veio Nosso Senhor na contramão, Cruz às costas, e Pedro assustado perguntou-lhe: “Aonde vais, Senhor?”

Jesus lhe teria dito algo assim:

“Já que foges, ó Pedro, da cruz,
vou a Roma eu mesmo, Jesus,
receber nova morte na Cruz.”

O Apóstolo entendeu o recado, voltou a Roma e foi ao encontro do martírio.

E nós, entenderemos também o recado?

“Quem quiser me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me.”

Se Cristo abraçou a Cruz, não fujamos dela. Se Ele aceitou a Cruz, não o tiremos dela. Se temos crucifixos, e eles já trazem Jesus, adoremos a Ele… nela! Mas, se estão vazios nossos crucifixos, não nos enganemos: chegou a nossa vez; esta cruz é sua; abrace-a e, por amor a Cristo, deixe-se pregar a ela.

Dia 08/04, às 21h, prepare-se para uma aula especial sobre a Paixão de Cristo.

https://bit.ly/4bSfsrI 

fonte: Padre Paulo Ricardo



domingo, 30 de março de 2025

Mais tempo para Amar

 


Num tempo em que precisamos menos de memorizar, em que tanta ajuda podemos ter para melhor pensar, será que finalmente vamos ter tempo para Amar?


sábado, 29 de março de 2025

As 5 leis mais famosas

 

via LinkedIn

Solarizar a água

 


A prática de solarizar a água com garrafas azuis tem ganhado popularidade entre aqueles que buscam uma maneira natural de purificar e energizar a água. A ideia por trás disso é simples, mas muito interessante. Ao expor a água à luz solar, especialmente quando ela está armazenada em uma garrafa azul, ocorre um processo que pode ser comparado ao que é descrito em algumas tradições como “dinamizar” ou “vitalizar” a água.

Como preparar a água solarizada:

1. Use uma garrafa azul escura, se possível. Garrafas de outras cores também podem funcionar, mas o azul é considerado mais eficaz.

2. Encha a garrafa com água da torneira ou água filtrada.

3. Deixe a garrafa ao sol por cerca de uma hora, sem tampa, ou coberta com uma gaze para permitir que a água respire. Se preferir, pode cobrir a garrafa com uma rolha após esse tempo.

4. Guarde-a na geladeira, caso queira.

O que acontece quando colocamos a garrafa no sol?

1. Aquecimento das moléculas de água: Os raios solares, especialmente os raios infravermelhos, aquecem as moléculas da água, fazendo com que elas se movam mais rapidamente. Esse processo é muitas vezes chamado de “dinamização” da água, algo que, em algumas práticas homeopáticas, é dito dar “vida” à água.

2. Esterilização e purificação: Os raios ultravioletas do sol ajudam a esterilizar a água, matando bactérias e eliminando o cloro presente nela. O cloro se transforma em gás e sobe para a superfície, deixando a água mais limpa.

3. A magia do cristal azul escuro: O fenômeno mais fascinante ocorre quando os raios solares atravessam uma garrafa azul escura. Em 1848, o físico Lord Kelvin determinou que a luz tem uma temperatura de cor medida em graus Kelvin (K). A luz do sol ao meio-dia tem cerca de 5.000 a 5.500 K, mas quando ela passa por uma garrafa azul escura, essa temperatura aumenta para 7.000 K, o que é considerado uma condição muito próxima da temperatura de cor da Terra no momento de sua criação. Isso, em algumas crenças, seria o motivo pelo qual a água solarizada recupera uma “memória ancestral”, recuperando uma vitalidade única que remonta ao momento da criação.

Essa prática não só ajuda a purificar a água fisicamente, mas também a energiza, dando-lhe propriedades que podem ser benéficas ao corpo e à mente. Ao beber dessa água, o corpo, segundo a teoria, reconheceria a memória das condições ideais da criação e a vitalidade que a água carregava originalmente.

É uma abordagem fascinante e, para muitos, uma maneira de reconectar com um aspecto mais natural e intuitivo da vida cotidiana.


fonte: Mundo Extraordinário 



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A Tua Cruz

 


É tão pesada a Cruz,

a Tua Cruz, Senhor,

que não sei como conseguiste erguê-la

nem como conseguiste erguer-Te

depois de, por três vezes,

ela Te ter feito cair.


Como foi possível, Senhor,

depois já de tanto sangue derramado?

Como foi possível, Senhor,

depois já de tantas atrocidades?

Como foi possível, Senhor,

depois da agonia, da flagelação, 

da coroação de espinhos?


Não concebo, mas percebo.

Tu conseguiste arcar com o peso do madeiro,

porque mais pesado que a Cruz 

era o peso do amor,

o peso do Teu infinito amor.


Não concebo, mas percebo:

o Teu amor emagreceu a Cruz,

o Teu amor encolheu a Cruz.


Quem olha para Ti, Senhor,

dá a impressão de que a Tua Cruz era leve.

Nada nem ninguém Te fez recuar.


Deixa-me, Senhor, pegar na Tua Cruz.

Ela está ao meu lado,

à minha beira.


A Tua Cruz continua pesada,

bem pesada,

em tantos lares, hospitais, ruas.


A Tua Cruz, Senhor,

tem hoje o nome de miséria,

injustiça, falsidade,

superficialidade e comodismo.


Deste-nos tanto,

dás-nos tudo.

E nós, tantas vezes,

recuamos e recusamos

dar-Te um tempo, uma hora, um dia.


Acorda-nos, Senhor,

desperta-nos da sonolência em que caímos.

Faz-nos olhar para Ti,

para a Tua Cruz, Senhor!


~Pe João António Pinheiro Teixeira