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sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Não me lembro muito bem…

 

Não me lembro exactamente da primeira vez que fui a uma biblioteca mas devo ser dos sócios mais antigos da biblioteca de Oeiras que comecei a frequentar bem cedo quando ainda se localizava perto do centro da Vila. Frequentemente ia para lá estudar e muitas vezes requisitava livros que levava para casa pelo período permitido. Nunca me esqueci de uma vez em que as senhoras não me permitiram requisitar um livro por acharem que a minha idade não o permitia. Lembro-me que fiquei bastante incomodado com a atitude das senhoras porque sempre fui muito bom aluno e bem comportado. O título do livro era “Viagem ao mundo da droga” de Charles Duchaussois. Nunca me esqueci deste episódio por achar que a situação era muito injusta e porque a capa era bastante sugestiva. Aqui fica para recordação futura. 


Nota: 

Confesso que acabei por nunca ler o livro… Quem sabe se não devo estar muito agradecido às senhoras?!…

Ventos Sábios 


terça-feira, 7 de março de 2023

Desenrolem as ondas

 

Desenrolem as ondas na areia
devolvam as conchas ao mar
os anzóis tirem da boca dos peixes.
façam subir as gotas de chuva
e se juntem as mesmas de novo às nuvens
para que se desfaçam na promessa azul do céu.
que o vento seja engolido nos montes
e folhas caídas se elevem no seu bailar
juntando-se aos galhos de novo revigorados.
que não desabrochem as flores do vale
aquelas que sarapintam a paisagem de esperança
parem os vulcões de ferver e cuspir lava
que a trovoada se cale e saiba esperar
Parem, parem tudo! dêmos fim ao desassossego
que deixem de bater os corações contritos
que lágrimas não me sequem os olhos
nem minhas mãos me apertem a dor
que sinto ao longe a chegar
que a terra se cale e a estrada se estenda
em tapete desenrolado se vá estendendo
eu tenha na concha das minhas mãos
de novo a coragem de me renovar
evocar do passado os meus passados
e atirar para o futuro os meus futuros
quais flechas certeiras eu saiba encontrar
o meu destino, enfim o meu lar.
se por destino eu não o encontrar
seja eu então digna de ser para ti
um abrigo, nas ondas revoltas do mar
Pois que mais terei eu da vida
senão te querer e amar?
~Ruth Collaço


segunda-feira, 11 de julho de 2022

POEMA PRA LINDOMAR

 
CORDEIRO de ITIÚBA
vídeo criado para passatempo 
promovido por Ventos Sábios

Lindo, o mar Visto assim, pela primeira vez Mas quando nos apegamos a ele Ele derruba nossos castelos de areia E inevitavelmente, entra areia Nos nossos sonhos Lindo mar Amar no mar, é lindo Com luar e rindo Rindo do castelo destruído Do sonho destruído Sonhando com outro castelo Pois, como mar Amor e sonho Não morrem Jamais!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

O marinheiro e monge que não fui


Morrer dormir dormir sonhar

pode não ser mais nada senão verso

ou destino a querer até inverso

quando por minha vez eu lá chegar


poeirinha do céu gota de mar

em constante mudar me vejo imerso 

na própria vida em sonho me disperso 

e livre no que seja vou entrar 


talvez nunca me lembre ter vivido 

talvez nunca me pense renascido 

mas alma em rio eterno que flui 


diferente de todas me afirmando 

e num golpe de luz recuperando 

o marinheiro e monge que não fui.


Agostinho da Silva, UNS POEMAS DE AGOSTINHO, Ulmeiro, Lisboa, 1997, p. 58.

fonte: Ventos Sábios   



quarta-feira, 28 de abril de 2021

Maratona de Aforismos e Pensamentos ( até 300 LETRAS)

 

Porque todos os dias te penso e, assim, todos os dias são teus, te digo que não tenho palavras, nem trezentas nem mesmo três, tenho apenas este Amor intenso que sinto tão bem cá dentro e no fundo é o maior Sentimento, a única emoção Verdadeira que em ti assim ganha forma, da Vida razão primeira:
Mãe

man@
Tercena, 28 de Abril de 2021