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sábado, 10 de outubro de 2026

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Na vida de hoje


Na vida de hoje, o mundo pertence aos estúpidos, aos insensíveis e aos agitados. O direito a viver e a triunfar conquista-se hoje quase pelos mesmos processos por que se conquista o internamento num manicómio: a incapacidade de pensar, a amoralidade, e a hiperexcitação.


Bernardo Soares, in "Livro do Desassossego"


FERNANDO PESSOA

(Lisboa, 13.6.1888 – Lisboa 30.11.1935)


fonte: LinkedIn



terça-feira, 13 de agosto de 2024

Sê inteiro

 
Ricardo Reis


Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui. 
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és 
No mínimo que fazes. 
Assim em cada lago a lua toda 
Brilha, porque alta vive.

~Ricardo Reis

domingo, 7 de julho de 2024

Presságio (Fernando Pessoa)

 



Datado de 24 de abril de 1928, o poema "Presságio", popularizado como "O amor, quando se revela", é uma composição de Fernando Pessoa. Escrito na fase final da vida do autor, é assinado com o seu nome (ortônimo), ilustrando várias características da sua lírica.

Embora trate um tema tão universal como o amor, Pessoa não faz o elogio do sentimento, algo muito comum na poesia. Pelo contrário, é um desabafo do sujeito lírico acerca da sua dificuldade em estabelecer relações amorosas.

fonte: Cultura Genial


terça-feira, 26 de dezembro de 2023

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Sê inteiro


Para ser grande, sê inteiro: nada

        Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

        No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

        Brilha, porque alta vive.


~Fernando Pessoa


Da Felicidade



sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Amo como o amor ama

Amo como o amor ama.

Não sei razão pra amar-te mais que amar-te.

Que queres que te diga mais que te amo,

Se o que quero dizer-te é que te amo?

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Eu de Fernando Pessoa

 

Sou louco e tenho por memória
Uma longínqua e infiel lembrança
De qualquer dita transitória
Que sonhei ter quando criança.

Depois, malograda trajetória
Do meu destino sem esperança,
Perdi, na névoa da noite inglória
O saber e o ousar da aliança.

Só guardo como um anel pobre
Que a todo o herdado só faz rico
Um frio perdido que me cobre

Como um céu dossel de mendigo,
Na curva inútil em que fico
Da estrada certa que não sigo.

Fernando Pessoa