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sábado, 17 de janeiro de 2026

E se o leme fosse delas?


A Igreja sob a lógica do Feminino


Antes de tudo, uma delicadeza necessária.

Este texto não propõe que as mulheres sejam uma extensão do masculino dentro da Igreja, nem uma réplica suavizada de modelos já gastos. Também não pretende ressuscitar o debate — tantas vezes redutor — sobre o sacerdócio feminino. Trata-se de outra coisa. Mais profunda. Mais silenciosa. Mais radical. Trata-se de imaginar o que aconteceria se a Igreja respirasse, pensasse e decidisse mais a partir do feminino.


Se as mulheres “mandassem” na Igreja, a primeira revolução não seria de cargos, mas de gramática. O verbo mandar seria, provavelmente, substituído pelo verbo cuidar. A autoridade deixaria de ser o topo de uma pirâmide para se tornar o centro de um círculo, onde a prioridade não é a norma que exclui, mas a vida que pulsa.


Uma Igreja com rosto de mãe seria, antes de mais, uma Igreja da Gratuidade. Veríamos o fim da contabilidade da fé, das balanças morais e dos méritos acumulados. Se a mulher é, como tantas vezes dizemos, a gratuidade em pessoa, a Igreja sob essa lógica seria um espaço onde o dom vem antes do desempenho. Não haveria “filhos teológicos” órfãos, esquecidos em armazéns de ideias descartadas, porque o olhar feminino sabe que cada intuição — como cada vida — precisa de tempo, colo e alimento para crescer.


O altar seria extensão da mesa, e a mesa seria extensão do mundo. A gestão eclesial deixaria de ser a topia do masculino — tantas vezes concentrada na manutenção do poder e na frieza do cânone — para se tornar uma economia do pão repartido. Se o leme fosse delas, a Igreja teria menos medo dos “partos teológicos”. O magistério não se moveria pela lentidão de quem teme errar, mas pela urgência de quem corre ao ouvir o choro de um filho.


A hierarquia maior seria a da caridade, não a do prestígio. Numa Igreja conduzida pelo feminino, a dignidade não seria um discurso bonito, mas uma prática quotidiana. Cairiam as velhas correntes de ferro que prendem a intuição e o carisma. A política eclesial tornar-se-ia uma política de entranhas: próxima, concreta, atenta ao detalhe do sofrimento que, no seu voo de águia teórica, o masculino tantas vezes não vê.


Não seria uma Igreja de “parideiras”, mas de profetisas. Mulheres que, como as discípulas de Jesus, não fogem perante o escândalo da cruz. Uma Igreja que deixaria de usar o feminino como adorno simbólico e o reconheceria como força estruturante. O sagrado sairia das sacristias fechadas e ajoelhar-se-ia ao lado de quem trabalha, de quem sofre, de quem gera a vida no silêncio.


No fundo, se o leme fosse delas, a Igreja parecer-se-ia mais com o Evangelho das Origens: um caminho de amigos e amigas, onde o único poder reconhecido é o de lavar os pés uns aos outros. Uma Igreja capaz de se olhar ao espelho e ver, não apenas um Pai, mas também o rosto maternal de um Deus que amamenta a humanidade com esperança.


Talvez o milénio da mulher na Igreja não seja apenas um desejo. Talvez seja a única via para que a fé não morra de aridez.


~Pe João Torres




terça-feira, 30 de agosto de 2022

a religion without mystics

E o senhor acha que os místicos são importantes para a Igreja?
- Foram fundamentais. Uma religião sem místicos é uma filosofia.
O senhor tem uma vocação mística?
O que o senhor acha?
Parece-me que não.
- Provavelmente, o senhor tem razão. Adoro os místicos. Também Francisco, por muitos aspectos da sua vida, foi místico, mas eu não acredito que tenho esta vocação. Mas é preciso que nos entendamos sobre o significado profundo desta palavra. O místico consegue despojar-se do fazer, dos fatos, dos objetivos e até da pastoralidade missionária e se eleva até atingir a comunhão com as Bem-aventuranças. São momentos breves, mas que preenchem a vida inteira. 
ordain women



quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

sobre as mulheres cheias de amor…


As mulheres são a ponta da lança na formação de um caráter nacional virtuoso.

De mulheres cheias de amor nascerão os filhos de uma nação com bom caráter.

Vamos fazer da nossa nação uma nação cheia de amor, aumentando o empoderamento das mulheres que estão cheias de amor.

  - Arsaningsih -

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fonte: facebook Vitor Ribeiro 

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Viva a Mulher!

Apenas por uma questão de cultura geral, segundo a Wikipédia, a RCWP nasceu em 2002:
“Roman Catholic Womenpriests (RCWP) is an independent international organization that claims a connection to the Roman Catholic Church
...
In 2007 the Vatican's Congregation for the Doctrine of the Faith, with the authorization of Pope Benedict XVI, decreed the penalty of automatic excommunication against anyone "who attempts to confer a sacred order on a woman, and the woman who attempts to receive a sacred order". “🥺🧐
Este último parágrafo é que confesso ter alguma dificuldade em entender...
🌷
Mas talvez algum "Católico" mais "conhecedor" me possa ajudar a entender. Fico a aguardar, com muito respeito🙏
Não resisto a deixar mais uma "pequena" provocação: Maria Madalena, não terá acompanhado Jesus como os outros discípulos, é isso? Era menos que os restantes seguidores? Ou até seria mais, como defendem algumas correntes? E, já agora, o que dizer de Maria, mãe de Jesus? Não conta para este assunto? Aguardemos...
🙏

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

As mulheres fazem a diferença numa relação


Numa ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, saiu para jantar com sua esposa, Michelle,  e foram a um restaurante não muito luxuoso, porque queriam fazer algo diferente e sair da rotina. Estando sentados à sua mesa no restaurante, o dono pediu aos guarda-costas para aproximar-se e cumprimentar a primeira dama,  e assim o fez.
Quando o dono do restaurante se afastou, Obama perguntou a Michelle: Qual é o interesse deste homem em te cumprimentar?
Michele respondeu: Acontece, que na minha adolescência, este homem foi muito apaixonado por mim durante muito tempo.
Obama disse então: Ah, quer dizer que se você tivesse se casado com ele, hoje você seria dona deste restaurante?
Michelle respondeu: Não, meu querido, se eu tivesse me casado com ele, hoje ele seria o Presidente dos Estados Unidos.
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in Acto Falhado
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