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terça-feira, 14 de abril de 2026

Ser Sensato


Há uma expressão antiga, repetida por quem acredita: «Deus escreve direito por linhas tortas». E talvez nunca tenha feito tanto sentido como agora.

Confesso que, num primeiro momento, estranhei. Um norte-americano a suceder a Papa Francisco? Pareceu-me, no mínimo, improvável. Hoje, porém, vejo nisso outra coisa: não uma escolha óbvia, mas uma escolha simbólica. Talvez até necessária.

Não é tanto pelo que Leão XIV diz — é pelo que representa.

Vivemos tempos estranhos. Tempos em que a moderação soa a fraqueza e o bom senso a indecisão. Tempos em que parece obrigatório escolher um lado, levantar uma bandeira, assumir uma trincheira. Tudo tem de ser claro, definido, absoluto. Ou estás connosco, ou estás contra nós.

E, no meio deste ruído, perdeu-se algo essencial: a capacidade de distinguir.

Confunde-se um povo com os seus governantes. Julga-se uma nação inteira pelas decisões de quem a lidera. E, assim, multiplicam-se os rótulos, os “anti” de tudo e de todos: antirrussos, antissemitas, anti-iranianos, anti-islâmicos, anti-ucranianos, anti-europeus, anti-africanos, anti-chineses, anti-americanos. Como se o mundo pudesse ser reduzido a blocos simples, a categorias estanques.

Mas não pode.

A América não é apenas de Donald Trump. Nunca foi. É também de Leão XIV — e dos mais de 300 milhões de americanos que pensam de forma diferente, que vivem de forma diferente, que acreditam em coisas diferentes.

Talvez seja essa a mensagem. Talvez seja esse o sinal.

Os líderes passam. Uns mais depressa, outros mais devagar. Mas passam. O que fica são os povos — complexos, contraditórios, impossíveis de reduzir a uma só ideia. E aquilo que hoje nos divide pode, amanhã, ser o que nos aproxima.

Por isso, talvez esteja na altura de voltar ao essencial. De regressar a essa linha branca — invisível, mas necessária — que separa o ruído da razão. A linha da moderação. Do equilíbrio. Do diálogo.

Num mundo cada vez mais dado ao excesso, talvez o verdadeiro gesto radical seja, simplesmente, ser sensato.

fonte: Nuno Campos Inácio

sexta-feira, 4 de abril de 2025

5% do PIB para a defesa???

 


Perguntei ao ChatGPT:
Eu acho que para um país como Portugal, aplicar 5% do PIB na Defesa é demasiado. Qual a tua proposta para uma distribuição nas diferentes áreas em Portugal com base no que conheces da nossa economia e Política?
E ele respondeu:
Concordo que 5% do PIB em defesa para Portugal parece elevado, especialmente considerando as prioridades económicas e sociais do país. Vou propor uma distribuição que tenta equilibrar o desenvolvimento económico, bem-estar social, educação, saúde e segurança, com base nas necessidades e desafios atuais de Portugal.
📊
Proposta de Distribuição do PIB (Indicativa)
Saúde: 8%
Priorizar o reforço do SNS (Serviço Nacional de Saúde), reduzir listas de espera, melhorar as condições de trabalho dos profissionais de saúde e modernizar infraestruturas.
Educação: 6%
Investir na qualidade do ensino público, formação profissional, modernização tecnológica das escolas e acessibilidade ao ensino superior.
Segurança Social e Bem-Estar: 12%
Reforçar sistemas de pensões, apoios sociais, habitação acessível, e iniciativas para combater a pobreza e desigualdade social.
Infraestruturas e Transportes: 5%
Modernizar infraestruturas críticas, promover transportes públicos sustentáveis e acessíveis, e incentivar projetos de desenvolvimento regional.
Defesa: 1.5%
Garantir um orçamento adequado para manter capacidades básicas de defesa e participação em missões internacionais de paz, sem comprometer outras áreas essenciais.
Segurança Interna e Justiça: 2.5%
Reforçar o sistema de justiça, segurança pública, cibersegurança e proteção civil.
Investigação, Ciência e Tecnologia: 2.5%
Incentivar a inovação, investigação científica e digitalização da economia, com especial foco em áreas estratégicas como energias renováveis e economia azul.
Ambiente e Transição Energética: 3%
Investir em energias renováveis, proteção ambiental, agricultura sustentável e combate às alterações climáticas.
Cultura e Desporto: 1.5%
Promover atividades culturais e desportivas, com enfoque na preservação do património cultural e incentivo ao desporto juvenil.
Governação e Administração Pública: 2%
Melhorar a eficiência administrativa e combater a burocracia, incentivando transparência e inovação na gestão pública.
🔍
Resumo:
Esta proposta reflete uma aposta forte na saúde, educação e segurança social, que são áreas críticas para a qualidade de vida e desenvolvimento económico.
A defesa é mantida em níveis compatíveis com as necessidades reais de Portugal, que é um país seguro e sem grandes ameaças militares diretas.
Existe também um foco importante na sustentabilidade ambiental e inovação, áreas que podem garantir crescimento económico sustentável a longo prazo.

fonte: mural de Mano