Estas devoções são autênticas e estão relacionadas com celebrações ou tradições católicas de cada mês. Contudo, nem todas pertencem ao calendário litúrgico universal.
🗓 JANEIRO
Santa Maria, Mãe de Deus
✅ Solenidade celebrada a 1 de janeiro.
🗓 FEVEREIRO
Nossa Senhora de Lourdes
✅ Celebrada a 11 de fevereiro.
🗓 MARÇO
Anunciação do Senhor
✅ Solenidade celebrada a 25 de março.
ℹ️ Este é o título litúrgico mais correto, embora também seja uma celebração mariana.
🗓 ABRIL
Nossa Senhora do Bom Conselho
✅ Tradicionalmente celebrada a 26 de abril.
ℹ️ Não é uma celebração obrigatória em toda a Igreja.
🗓 MAIO
Nossa Senhora de Fátima
✅ Celebrada a 13 de maio e especialmente importante em Portugal.
🗓 JUNHO
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
✅ Tradicionalmente celebrada a 27 de junho.
ℹ️ É uma devoção particularmente divulgada pelos Redentoristas.
🗓 JULHO
Nossa Senhora do Carmo
✅ Memória litúrgica celebrada a 16 de julho.
🗓 AGOSTO
Virgem Santa Maria, Rainha
✅ Memória litúrgica celebrada a 22 de agosto.
🗓 SETEMBRO
Nossa Senhora das Dores
✅ Memória litúrgica celebrada a 15 de setembro.
🗓 OUTUBRO
Nossa Senhora do Rosário
✅ Memória litúrgica celebrada a 7 de outubro.
ℹ️ Nossa Senhora Aparecida, celebrada a 12 de outubro, também é uma devoção legítima, mas está especialmente ligada ao Brasil.
🗓 NOVEMBRO
Nossa Senhora das Graças
✅ Associada ao dia 27 de novembro e às aparições da Medalha Milagrosa.
ℹ️ É sobretudo uma devoção popular.
🗓 DEZEMBRO
Imaculada Conceição
✅ Solenidade celebrada a 8 de dezembro.
🙏 Todas são devoções marianas legítimas. Esta é uma seleção baseada nas celebrações litúrgicas e nas tradições católicas associadas a cada mês.
A dieta de uma refeição por dia (OMAD – One Meal A Day) é uma forma extrema de jejum intermitente. Consiste em concentrar praticamente todas as calorias diárias numa única refeição, ficando cerca de 23 horas sem comer (embora seja permitido beber água, café ou chá sem açúcar durante o jejum).
É uma estratégia que tem adeptos, mas também limitações importantes.
Benefícios potenciais
1. Perda de peso
Muitas pessoas acabam por ingerir menos calorias sem contar calorias.
Pode ser eficaz para reduzir gordura corporal, sobretudo no início.
2. Melhor controlo da glicemia
Em algumas pessoas pode melhorar a sensibilidade à insulina.
Reduz os picos frequentes de açúcar no sangue, desde que a refeição seja equilibrada.
3. Simplicidade
Só é preciso planear uma refeição.
Menos tempo gasto a cozinhar ou a pensar em comida.
4. Possíveis benefícios metabólicos
Alguns estudos sugerem que períodos prolongados de jejum podem:
estimular a autofagia (processo de renovação celular);
reduzir marcadores inflamatórios;
melhorar alguns fatores de risco cardiovascular.
Contudo, muitos destes benefícios também são observados com jejuns menos extremos (16:8 ou 18:6).
Desvantagens
1. Muito difícil ingerir todos os nutrientes
Numa única refeição pode ser complicado obter:
proteína suficiente;
fibra;
vitaminas;
minerais.
Com o tempo pode haver défices nutricionais.
2. Perda de massa muscular
Este é um dos maiores riscos, especialmente:
após os 50 anos;
em quem não faz treino de força;
se a ingestão de proteína for insuficiente.
A proteína é melhor aproveitada quando distribuída ao longo do dia.
3. Fome intensa
Especialmente nas primeiras semanas podem surgir:
irritabilidade;
dores de cabeça;
dificuldade de concentração;
menor rendimento físico.
4. Refeições demasiado grandes
É comum sentir:
enfartamento;
refluxo;
má digestão;
sonolência após comer.
5. Vida social
Almoços, jantares e eventos podem tornar-se mais difíceis de gerir.
Quem não deve fazer
Não é geralmente recomendado para:
diabéticos medicados (sem acompanhamento médico);
grávidas;
adolescentes;
pessoas com historial de perturbações alimentares;
pessoas muito magras;
idosos frágeis.
O que diz a ciência?
A investigação mostra que:
a perda de peso depende sobretudo do défice calórico, não do número de refeições;
OMAD pode funcionar, mas não parece ser superior a jejuns mais moderados quando as calorias e a proteína são equivalentes;
para preservar massa muscular, dietas com 2–4 refeições por dia tendem a ser mais vantajosas.
Faro, 30 jul 2026 (Ecclesia) – A Diocese do Algarve admitiu aos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia 20 casais em segundas núpcias não sacramentais, que percorreram o caminho de “discernimento” proposto pela Igreja na exortação apostólica Amoris Laetitia (Alegria do Amor) do Papa Francisco.“A nossa Igreja diocesana ter números para apresentar é muito importante. É bonito perceber que numa diocese pequena como a do Algarve se conheçam 20 casais que fizeram este percurso e é muito importante que mais pessoas possam saber que têm este caminho que é preciso fazer com muita profundidade, seriedade, sem escândalo público, e por isso é que é um bocadinho mais longo”, disse Ana Cristina, casada com Viriato Fernandes, ao jornal ‘Folha do Domingo’, da Diocese do Algarve.Ana Cristina, solteira, e Viriato Fernandes, que já tinha vivido um primeiro casamento do qual tem dois filhos, nasceram em famílias católicas e fizeram a iniciação cristã, conheceram-se no ano 2000, sete anos após o divórcio do psicólogo clínico; casaram civilmente a 8 de dezembro de 2024, após 23 anos em união de facto, e, nos últimos dois anos, fizeram um percurso inspirado na ‘Amoris Laetitia’, acompanhados pelo pároco, o cónego César Chantre.Para Ana Cristina, foi “muito bonito” o caminho que “a Igreja abriu formalmente com a ‘Amoris Laetitia’”, o casamento católico é indissolúvel e “existiam milhares de casais em enorme sofrimento”, mas o Papa repescou-os, e como lê-se na declaração do bispo diocesano: «reintegrados na Igreja».“Falando-nos também de uma forma muito fraternal da sua caminhada na fé, incentivou-nos na nossa caminhada como casal. O senhor D. Manuel ajudou-nos muito a perceber que é preciso um compromisso maior na sociedade civil e na vida da Igreja como forma de aprofundamento deste caminho que fazemos juntos. É muito importante saber que aquele olhar de pai e de pastor nos ajudou e a tantos outros casais, cada um no seio dos seus silêncios, a poder reencontrar-se na Igreja.”O Papa Francisco publicou a exortação apostólica sobre a Família, ‘Amoris Laetitia’ (A Alegria do Amor), há 10 anos, a 8 de abril de 2016, uma reflexão que recolhe as propostas de duas assembleias sinodais (2014 e 2015), e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo.“Quanto às pessoas divorciadas que vivem numa nova união, é importante fazer-lhes sentir que fazem parte da Igreja, que «não estão excomungadas» nem são tratadas como tais, porque sempre integram a comunhão eclesial. Estas situações «exigem um atento discernimento e um acompanhamento com grande respeito, evitando qualquer linguagem e atitude que as faça sentir discriminadas e promovendo a sua participação na vida da comunidade”, lê-se no número 243 da exortação pós-sinodal.
O casal algarvio viveu um acontecimento de particular felicidade por Viriato Fernandes ter voltado a comungar 33 anos depois de se ter divorciado, no dia 12 de julho, informa o jornal diocesano ‘Folha do Domingo’.
“Não se trata tanto de salientar o nosso sofrimento pessoal decorrente da nossa situação conjugal, mas de reconhecer que o saudoso Papa Francisco, interpretou muito bem o sentir de muitíssimas famílias, conferindo um olhar de misericórdia da Igreja, que nos permite, apesar de tudo, sermos reintegrados na Igreja como seus filhos”, realçaram Ana Cristina e Viriato Fernandes.
Para além dos 20 casais algarvios que receberam as declarações a explicar que têm acesso aos sacramentos como cristãos recasados, informações averbadas nas suas certidões de batismo, existem outras situações análogas na Diocese do Algarve, e esses processos devem ser iniciados em breve.
O Vaticano publicou o “Percurso Temático” que vai orientar o encontro sobre os desafios das famílias, pelo 10.º aniversário da exortação Amoris Laetitia, entre o Papa, os presidentes das Conferências Episcopais e responsáveis das Igrejas Orientais, que vai decorrer de 7 a 14 de outubro, no Vaticano.
Em Portugal, a Comissão Episcopal do Laicado, Família e Vida da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) pediu aos bispos um relatório sobre a aplicação do documento nas dioceses.
A Criação de Adão é um dos frescos mais célebres do teto da Capela Sistina, pintado por Miguel Ângelo entre 1508 e 1512. Representa o momento bíblico em que Deus dá vida a Adão. O centro emocional da composição está nos dois dedos que quase se tocam: o dedo de Deus, firme e ativo, e o de Adão, ainda relaxado. Segundo a interpretação oficial dos Museus Vaticanos, é através desse contacto iminente que se transmite o “sopro da vida”.
Onde aparece o cérebro?
Deus surge rodeado por anjos e envolvido num grande manto avermelhado. Em 1990, o médico norte-americano Frank Lynn Meshberger publicou na revista científica JAMA uma análise defendendo que o contorno desse manto e das figuras forma uma representação bastante precisa de um cérebro humano visto de lado.
Os defensores desta teoria identificam, por exemplo:
o contorno exterior do cérebro no manto vermelho;
a faixa verde inferior como uma possível artéria vertebral;
certas pregas e figuras correspondendo ao tronco cerebral, à hipófise e a diferentes sulcos cerebrais;
a mão de Deus projetando-se aproximadamente da região associada ao pensamento e à consciência.
A semelhança visual é realmente impressionante, sobretudo quando se sobrepõe um desenho anatómico à pintura.
Miguel Ângelo conhecia anatomia?
Sim. Miguel Ângelo estudou profundamente o corpo humano e realizou dissecações, algo que lhe permitiu representar músculos, ossos e movimentos com uma precisão extraordinária. Portanto, seria perfeitamente capaz de desenhar deliberadamente uma forma cerebral.
O que não existe é uma carta, anotação ou testemunho de Miguel Ângelo dizendo: “Pintei aqui um cérebro.” Por isso, trata-se de uma interpretação plausível e fascinante, mas não de um facto historicamente comprovado.
Isso significa que Miguel Ângelo queria dizer que Deus está dentro do cérebro?
É uma possível leitura, mas é também a parte mais especulativa da teoria.
Há várias interpretações:
1. Deus oferece a inteligência ao ser humano
Deus não estaria apenas a dar vida física a Adão, mas também consciência, razão, imaginação e capacidade criadora. O cérebro seria, assim, o verdadeiro “presente divino”.
2. Deus manifesta-se através da mente humana
A imagem poderia sugerir que a experiência de Deus ocorre no interior da consciência. Isto não significa necessariamente que Deus seja uma invenção humana, mas que é através da mente que o ser humano reconhece, pensa e procura o divino.
3. Deus é uma criação do cérebro humano
Uma interpretação mais provocadora diz que Miguel Ângelo estaria secretamente a afirmar que Deus existe apenas na mente humana. Porém, esta conclusão vai muito além das provas disponíveis. Não existe documentação histórica sólida que mostre que Miguel Ângelo pretendesse transmitir uma mensagem ateia ou anticristã.
4. O cérebro representa a “imagem e semelhança de Deus”
Esta leitura é particularmente interessante: aquilo que torna Adão semelhante a Deus não seria apenas o corpo, mas sobretudo a inteligência, a liberdade, a criatividade e a consciência moral.
Um detalhe muito importante
Deus parece fazer um esforço intenso para alcançar Adão. Adão, pelo contrário, limita-se a levantar a mão. Isso pode simbolizar que a vida e a graça partem de Deus, mas também que falta apenas um pequeno movimento da parte humana para completar o encontro.
O espaço entre os dedos é, portanto, tão importante como os próprios dedos: representa a tensão entre o humano e o divino, a liberdade, o desejo e uma ligação que está quase realizada, mas nunca completamente encerrada.
Em resumo:
a forma de cérebro é bastante convincente e Miguel Ângelo tinha conhecimentos anatómicos para a criar deliberadamente. Mas dizer que ele quis afirmar que “Deus está apenas dentro do cérebro” já é uma interpretação filosófica moderna, não uma certeza histórica.