O tempo não se vê,
mas deixa marcas na pele,
no silêncio das casas,
no olhar que recorda.
Corre como rio,
às vezes manso,
às vezes furioso,
sempre inevitável.
No tempo cabem memórias,
cabem dores e esperanças,
cabem instantes breves
que se tornam eternidade.
E nós, passageiros,
aprendemos a colher
o que floresce no caminho,
mesmo sabendo que tudo passa.
O tempo não é inimigo,
é mestre paciente:
ensina que cada segundo
é já uma vida inteira.

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