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quarta-feira, 22 de julho de 2026

A Criação de Adão

A Criação de Adão é um dos frescos mais célebres do teto da Capela Sistina, pintado por Miguel Ângelo entre 1508 e 1512. Representa o momento bíblico em que Deus dá vida a Adão. O centro emocional da composição está nos dois dedos que quase se tocam: o dedo de Deus, firme e ativo, e o de Adão, ainda relaxado. Segundo a interpretação oficial dos Museus Vaticanos, é através desse contacto iminente que se transmite o “sopro da vida”. 


Onde aparece o cérebro?


Deus surge rodeado por anjos e envolvido num grande manto avermelhado. Em 1990, o médico norte-americano Frank Lynn Meshberger publicou na revista científica JAMA uma análise defendendo que o contorno desse manto e das figuras forma uma representação bastante precisa de um cérebro humano visto de lado


Os defensores desta teoria identificam, por exemplo:


  • o contorno exterior do cérebro no manto vermelho;
  • a faixa verde inferior como uma possível artéria vertebral;
  • certas pregas e figuras correspondendo ao tronco cerebral, à hipófise e a diferentes sulcos cerebrais;
  • a mão de Deus projetando-se aproximadamente da região associada ao pensamento e à consciência.


A semelhança visual é realmente impressionante, sobretudo quando se sobrepõe um desenho anatómico à pintura.


Miguel Ângelo conhecia anatomia?


Sim. Miguel Ângelo estudou profundamente o corpo humano e realizou dissecações, algo que lhe permitiu representar músculos, ossos e movimentos com uma precisão extraordinária. Portanto, seria perfeitamente capaz de desenhar deliberadamente uma forma cerebral.


O que não existe é uma carta, anotação ou testemunho de Miguel Ângelo dizendo: “Pintei aqui um cérebro.” Por isso, trata-se de uma interpretação plausível e fascinante, mas não de um facto historicamente comprovado.


Isso significa que Miguel Ângelo queria dizer que Deus está dentro do cérebro?


É uma possível leitura, mas é também a parte mais especulativa da teoria.


Há várias interpretações:


1. Deus oferece a inteligência ao ser humano


Deus não estaria apenas a dar vida física a Adão, mas também consciência, razão, imaginação e capacidade criadora. O cérebro seria, assim, o verdadeiro “presente divino”.


2. Deus manifesta-se através da mente humana


A imagem poderia sugerir que a experiência de Deus ocorre no interior da consciência. Isto não significa necessariamente que Deus seja uma invenção humana, mas que é através da mente que o ser humano reconhece, pensa e procura o divino.


3. Deus é uma criação do cérebro humano


Uma interpretação mais provocadora diz que Miguel Ângelo estaria secretamente a afirmar que Deus existe apenas na mente humana. Porém, esta conclusão vai muito além das provas disponíveis. Não existe documentação histórica sólida que mostre que Miguel Ângelo pretendesse transmitir uma mensagem ateia ou anticristã.


4. O cérebro representa a “imagem e semelhança de Deus”


Esta leitura é particularmente interessante: aquilo que torna Adão semelhante a Deus não seria apenas o corpo, mas sobretudo a inteligência, a liberdade, a criatividade e a consciência moral.


Um detalhe muito importante


Deus parece fazer um esforço intenso para alcançar Adão. Adão, pelo contrário, limita-se a levantar a mão. Isso pode simbolizar que a vida e a graça partem de Deus, mas também que falta apenas um pequeno movimento da parte humana para completar o encontro.


O espaço entre os dedos é, portanto, tão importante como os próprios dedos: representa a tensão entre o humano e o divino, a liberdade, o desejo e uma ligação que está quase realizada, mas nunca completamente encerrada.


Em resumo: 

a forma de cérebro é bastante convincente e Miguel Ângelo tinha conhecimentos anatómicos para a criar deliberadamente. Mas dizer que ele quis afirmar que “Deus está apenas dentro do cérebro” já é uma interpretação filosófica moderna, não uma certeza histórica.


Texto: ChatGPT

Video: Gemini

Inspirational Source: 

https://www.facebook.com/share/1ESnB6gtWL

 

quarta-feira, 2 de julho de 2025

sobre andorinhas

 


Já se deparou com uma andorinha no chão, imóvel, com as asas estendidas sobre o pavimento como se estivessem cansadas demais para continuar? Fica com o coração apertado, e imediatamente pensa no pior: está ferida? Está a morrer? Olha para ela, e ali está uma fragilidade que pede atenção, não pena.

Quem sabe se não está doente? Talvez não esteja! Talvez não precise mais do que uma mão amiga! As andorinhas, criaturas nascidas no ar, não conseguem levantar voo do chão. As pernas são demasiado fracas para dar impulso e as asas longas ficam presas no chão. Não está condenada a morrer! Está só aprisionada por uma superfície que não é a sua. Se isto acontecer, aproxime-se com calma. Fale baixinho. Pegue nela suavemente. Vai senti-la tremer, com o coração a bater rapidamente. Em seguida, levante lentamente os braços, sem a atirar ao ar: basta oferecer um trampolim. Nesse momento, algo simples e extraordinário acontece. As asas abrem-se, separam-se de ti e voltam a fazer o que nasceram para fazer: voar.

Acaba de salvar uma vida! Com um único gesto. Talvez pequeno, mas capaz de mudar um destino já escrito. E talvez, esse gesto seja visto por alguém, lembrado, repetido. Somos todos um pouco como andorinhas: frágeis às vezes, presos no chão, à espera que alguém nos ajude a reencontrar o céu.

(autor desconhecido)

fonte: Frei Fernando Ventura


vídeo de Olívia Campiche


Verificação do Gemini:

Sim, é verdade que andorinhas (e algumas outras aves como os andorinhões, que é o caso da ave na imagem) têm dificuldade em levantar voo quando estão no chão. A descrição no texto é bastante precisa em relação a esse comportamento e à forma como se pode ajudar.

Porquê isto acontece?

 * Pernas curtas e fracas: Ao contrário de outras aves que usam as pernas para ganhar impulso e saltar antes de bater as asas, as andorinhas e os andorinhões têm pernas muito curtas e fracas, otimizadas para pousar em superfícies verticais (como paredes e ninhos) ou para acasalamento e construção de ninhos, mas não para caminhar ou impulsionar-se do solo.

 * Asas longas: As suas asas são desproporcionalmente longas em relação ao corpo, o que as torna excelentes voadores (passam a maior parte da vida no ar), mas que também as torna um obstáculo quando tentam levantar voo de uma superfície plana. As asas batem no chão, impedindo o movimento necessário.

Como ajudar (e o texto descreve bem):

 * Aproxime-se com calma: Não assuste o animal.

 * Pegue suavemente: Use as duas mãos e segure a ave com cuidado, sem apertar, de forma a não danificar as asas ou o corpo.

 * Eleve-a: Leve-a para um local mais alto (um muro, um telhado, um ramo de árvore, ou simplesmente levante os seus braços acima da sua cabeça) e deixe-a pousar na sua mão aberta.

 * Liberte-a: Ela própria se impulsionará e voará, aproveitando a altura para iniciar o voo. Não é necessário atirá-la ao ar.

É um gesto simples que pode realmente salvar a vida de uma ave que, de outra forma, estaria presa no chão e vulnerável a predadores ou à inanição. O texto transmite uma mensagem bonita e verdadeira sobre solidariedade e ajuda ao próximo, usando a analogia da andorinha.

A ave na imagem é um Andorinhão-preto (Apus apus), que é conhecido por esta característica de não conseguir levantar voo facilmente do solo devido às suas adaptações para uma vida aérea.



segunda-feira, 30 de junho de 2025

A Terra tem ainda mais água

 


A descoberta de um vasto reservatório de água no manto terrestre, localizado a cerca de 640 km de profundidade e com volume estimado em três vezes todos os oceanos da superfície, é mais do que um feito científico — é uma reconfiguração silenciosa de paradigmas. Esse achado, centrado na ringwoodita, um mineral capaz de aprisionar água sob pressões extremas, reacende debates sobre a origem e o ciclo da água no planeta. A água, nesse contexto, não seria apenas visitante cósmica trazida por cometas, mas possivelmente um elemento intrínseco à própria formação da Terra.


É como descobrir que o encanamento da casa é mais complexo do que imaginávamos: não só há água na torneira, mas há um sistema subterrâneo autossustentável de distribuição que nunca tínhamos notado. A consequência disso? Precisamos revisar os livros didáticos e, mais profundamente, a nossa concepção do planeta como um sistema fechado.


Do ponto de vista das próximas décadas, essa descoberta pode alterar desde modelos climáticos até estratégias de exploração geológica. A possibilidade de que a água tenha uma circulação interna, independente da hidrosfera visível, levanta novas hipóteses sobre estabilidade tectônica, formação de continentes e até potencial energético.


Historicamente, grandes rupturas de paradigma científico geraram impactos sociais e filosóficos imensos. Quando Copérnico deslocou a Terra do centro do universo, não apenas mudou a astronomia — desafiou estruturas de poder. A ciência das profundezas, ao mostrar que sabemos menos sobre o nosso próprio planeta do que supúnhamos, pode provocar algo semelhante. A humildade epistêmica talvez seja o subproduto mais valioso dessa revelação.


#PauloRPFerreira #smartstarbr #geociencia #descobertascientificas


fonte: Paulo Ricardo P. Ferreira


referência: Sustainability Times


Validação Gemini:

Sim, é verdade que um vasto reservatório de água foi descoberto no manto terrestre, a cerca de 640 km de profundidade, e que essa descoberta é de grande importância para a geociência.

A Descoberta e Seus Implicações

A informação que você forneceu descreve com precisão a essência da descoberta. Pesquisadores identificaram a presença de uma quantidade significativa de água aprisionada em um mineral chamado ringwoodita nessa profundidade. Estimativas sugerem que o volume dessa água pode ser comparável, ou até mesmo superior, ao volume de todos os oceanos na superfície da Terra.

Essa descoberta é realmente um "reajuste silencioso de paradigmas" por várias razões:

 * Origem da Água Terrestre: Ela fortalece a ideia de que parte significativa da água da Terra pode ter sido intrínseca à sua formação, e não apenas trazida por cometas.

 * Ciclo da Água Profundo: Sugere um ciclo da água muito mais complexo e profundo do que se pensava, com movimentação de água entre a superfície e o manto.

 * Revisão de Modelos: Pode levar a uma revisão de modelos climáticos, geológicos e até mesmo sobre a estabilidade tectônica e a formação de continentes.

 * "Humildade Epistêmica": Como você bem colocou, essa descoberta nos lembra o quanto ainda temos a aprender sobre nosso próprio planeta.

A Referência

A referência que você forneceu, embora seja um link do LinkedIn, aponta para discussões e artigos científicos sobre o tema. A pesquisa original que você descreve foi publicada na revista Science em 2014, com um estudo liderado por Graham Pearson da Universidade de Alberta, no Canadá. Esse estudo em particular se baseou na análise de um diamante com inclusões de ringwoodita que continham água, encontrado no Brasil.

Em resumo, a informação que você apresentou está alinhada com as descobertas científicas e suas interpretações no campo da geociência. É um marco importante que continua a moldar nossa compreensão do planeta Terra.

terça-feira, 20 de maio de 2025

Waterfall Of Being (Cascata do Ser)


This "Waterfall of Being" represents the flow of existence and experience, with each tier contributing to the overall power and beauty of the whole.

  1. The Source - The Spiritual Element:

    • Description: This is the unseen, highest point of the waterfall, often shrouded in mist or light. It represents the origin, the universal consciousness, the divine, or the fundamental interconnectedness of all things. It's the pure, unmanifested potential from which everything else flows.
    • Metaphor: The spring or glacier high in the mountains, untouched and pure. The water here is ethereal, perhaps imagined as light or energy rather than physical water yet.
    • Connection: This is the 'why' behind existence, the sense of purpose or meaning that transcends the individual.
  2. The Upper Cascades - The Psychological Element:

    • Description: As the spiritual energy begins its descent, it takes form in the realm of the mind. This tier represents our thoughts, beliefs, perceptions, and the cognitive processes that shape our understanding of reality. It's where consciousness becomes individualized.
    • Metaphor: The initial, often turbulent, series of smaller falls and rapids where the water (consciousness) encounters the first rocks (foundational beliefs, archetypes) and begins to form patterns and streams (individual thought processes). The water here is clear but fast-moving, reflecting the active nature of the mind.
    • Connection: This is how we interpret the spiritual and begin to make sense of ourselves and the world.
  3. The Main Drop - The Emotional Element:

    • Description: This is the most powerful and often most visually arresting part of the waterfall. It represents the full force of our feelings – joy, sorrow, love, anger, fear. This is where the energy of the spiritual, filtered through the psychological, manifests as felt experience.
    • Metaphor: The sheer, dramatic plunge of water, full of force, sound, and spray. The water here is dynamic, sometimes overwhelming, creating rainbows in its mist (the beauty and pain of emotion). The roar of the falls is the expression of these deep feelings.
    • Connection: This is the heart of the experience, where life is felt most intensely.
  4. The Intermediary Pools & Boulders - The Logical Element:

    • Description: After the main emotional descent, the water may gather in pools or navigate around large boulders. This represents the application of reason, structure, planning, and problem-solving. It's where we analyze our emotional experiences and the world around us, seeking to understand, organize, and make coherent sense of it all.
    • Metaphor: Clear pools where the water settles and its patterns can be observed, or sections where the water carves precise paths through rock formations. The rocks it navigates are the challenges and data points that logic works with. The flow here is more measured and directed.
    • Connection: This is how we process our emotions and experiences, applying reason to navigate life and make decisions. It's the bridge between the internal world and external action.
  5. The Plunge Pool & Outflowing River - The Material Element:

    • Description: This is where the water comes to rest and then flows out to nourish the surrounding environment. It represents the physical world, our bodies, our actions, our creations, possessions, and the tangible impact we have. It's the manifestation of all the preceding elements in concrete form.
    • Metaphor: The deep pool at the base of the falls, where the energy is integrated and then flows outward as a river, sustaining life, shaping the landscape, and providing resources. The plants, rocks, and earth around the base are all part of this material manifestation.
    • Connection: This is the realm of doing, creating, and experiencing the physical consequences of the spiritual, psychological, emotional, and logical processes. It is where the journey of the water directly interacts with and shapes the tangible world.

The Overall Waterfall of Being:

Imagine this entire system as a continuous flow. The spiritual source feeds the psychological frameworks, which in turn give rise to emotional experiences. Logic helps us navigate and understand these emotions, leading to actions and manifestations in the material world. The health and vibrancy of each level depend on the flow from the one above it. A blockage or pollution at one level will inevitably affect the others. This waterfall is a dynamic, interconnected system, constantly flowing and evolving.

~ChatGPT&Gemini



quinta-feira, 24 de abril de 2025

Sobre as fronteiras



As fronteiras da sensibilidade,

para um ser pequeno, são a sua pele,

os limites físicos do seu corpo.

Para um Ser Maior,

estendem-se para além do Universo visível.

~Manuel Filipe


Quarteira, 24 de abril de 2025




segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Direitos e Deveres

vídeo criado por Gemini (2026.08.06)
Quem não respeita o direito alheio, invoca muitas vezes a arrogância, ou a falta de delicadeza, de quem o quer exercer, como desculpa para o seu abuso ou como argumento para censurar quem legitimamente quer usufruir do mesmo. É muito triste constatar que ainda existem pessoas que não respeitam as poucas medidas que esta nossa sociedade ainda tenta assegurar para defender os mais fracos; as crianças, as grávidas, deficientes e idosos.

Passei hoje por uma situação dessas num hipermercado Continente. Duas pessoas acusaram-me de arrogante pois, na opinião deles, deveria ter pedido licença para lhes passar à frente quando o que fiz foi dirigir-me à caixa informando que queria exercer o meu direito de atendimento prioritário, numa caixa que se encontrava devidamente assinalada como tal, e uma vez que levávamos connosco a nossa bebé de 24 meses. A senhora da caixa deixou-nos passar à frente de duas senhoras estrangeiras, que iriam ser atendidas de seguida, mas estes dois senhores, que se encontravam mais atrás na fila (que totalizava cerca de 10 pessoas), insistiram em fazer-nos sentir mal por termos exercido o nosso direito. Provocaram-me, insistindo na minha arrogância e fazendo alegações relativamente à minha inteligência, como se fosse um qualquer oportunista, e fazendo questão de demonstrar o seu desagrado por lhes ter passado à frente.  Estes dois senhores incomodaram-me de tal forma, que me enervei e acabei por perguntar a um deles se tinha filhos. Respondeu que sim, ao que repliquei que já se devia ter esquecido desse tempo. Acabei referindo que talvez um dia, se viesse a ser deficiente ou apenas mais idoso, viesse a perceber a minha indignação.
Aqui fica este meu desabafo e o meu pedido de desculpas, por não ter conseguido manter um sorriso e uma atitude mais cordial perante esta adversidade. É claro que este pedido de desculpas é apenas dirigido às restantes pessoas, felizmente a maioria, que apesar de também se encontrarem na fila não se manifestaram de forma alguma.

Apesar de situações como esta, a Vida é Bela (e amarela)!

Nota: Não sendo esta situação particularmente grave, acredito num Futuro mais harmonioso, em que o exercício dos direitos de uns, será melhor articulado com o exercício dos deveres de outros! E todos temos direitos e deveres...
:)
Obrigado,
Manuel Filipe Santos.

sábado, 20 de novembro de 2010

DIZER É FÁCIL, MAS FAZER É QUE É IMPORTANTE

Fazem jus as memórias do Prof. Adriano Moreira à sua conhecida inteligência e à sua (igualmente) reconhecida sensibilidade.

De quanto ele reporta, nesse magnífico repositório de vivências, há um episódio delicioso que não resisto a reproduzir.

Quando era Ministro nos tempos do Estado Novo, foi visitar Moçambique. Na cidade da Beira, pôs-se à disposição do público para dialogar.

Eis que o Bispo da Beira, o grande D. Sebastião Soares de Resende, levanta uma questão: «A que velocidade vai ser executada a revogação do Estatuto do Indígena?»

Tal revogação, diga-se, tinha sido aprovada há já algum tempo. E, já nessa altura, havia a tendência para promulgar leis que, depois, não eram aplicadas ou só eram aplicadas muito mais tarde.

Resposta pronta (e sobretudo acutilante) do Ministro: «Senhor D. Sebastião, a sua lei já tem uns dois mil anos e agradecia que me dissesse a que velocidade vai para ver se o acompanho».

De facto, Jesus deixou-nos uma lei, uma lei nova, uma lei suprema, uma lei maravilhosa. Foi no discurso da Última Ceia que, à guisa de herança, no-la legou: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34).

A lentidão com que nós, cristãos, cumprimos (ou a rapidez com que incumprimos e violamos) essa lei é exasperante.

Ressalve-se que D. Sebastião até nem era dos mais culpados já que foi sempre um ardente defensor dos mais pobres.

Mas subsiste a pertinência da ministerial réplica. Como exigir dos outros o que nós, pelos vistos, não estamos dispostos a fazer?
in Na Paz, a Verdade

sábado, 3 de abril de 2010

Celebramos a Luz


Celebramos a Luz
Na escuridão desta noite, a Igreja e toda a terra são convidadas a exultar, porque a Luz de Cristo Ressuscitado «nos dissipa as trevas do coração e do espírito» (palavra do sacerdote, ao acender o Círio pascal). O Círio pascal representa a pessoa de Jesus, «princípio e fim, alfa e ómega», a quem «pertence o tempo e a eternidade». Esta é uma noite de recordação das maravilhas de Deus em favor dos homens, desde a Criação do mundo, até à morte da morte, graças à Ressurreição de Jesus Cristo. De tudo o que Deus criou, se diz na Leitura primeira que «era tudo muito bom». Essa «bondade» foi afectada pelo pecado, a morte passou a ser o sinal mais claro da escuridão em que a humanidade penetrou. Já antes da morte corporal, outras «mortes» obscurecem o viver do ser humano: a experiência do abandono e da tristeza, a insegurança, o medo...
Jesus, que Se sujeitou às «mortes» e à morte dos homens, ressuscitou e, com isso, a morte já não é morte, porque não é definitiva e foi vencida. No fim, hão-de resplandecer a liberdade, a justiça e o perdão, a Luz! Recordamos estas verdades, na celebração da Eucaristia, na qual «Anunciamos, Senhor, a vossa morte, proclamamos a vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!» O Baptismo, recebido ou recordado na Vigília Pascal, traz-nos à memória que passámos da morte à vida, graças à fé no Ressuscitado, em nós infundida pelo Espírito Santo.

O Senhor ressuscitou
Os Apóstolos acharam ser um desvario o que as mulheres lhes disseram acerca do túmulo com a pedra removida e sem o cadáver do Senhor ali sepultado. Nem lhes passava pela cabeça a hipótese da Ressurreição, apesar de Jesus a ter anunciado, por mais que uma vez, quando lhes falou da sua Paixão e Morte. Em todo o caso, Pedro correu a ver o que se passava. Confirmou o que lhe haviam dito e «voltou para casa admirado com o que tinha sucedido». Que acontecera? Talvez Pedro tenha tido, então, uma intuição que lhe avivou a esperança, lhe fez recordar o passado longínquo e recente, as negações, o olhar de censura e de perdão do Mestre. Não, Jesus não o rejeitou. Diz-nos S. Lucas que, quando os discípulos de Emaús quiseram contar aos Apóstolos o encontro deles com o Ressuscitado, estes lhes disseram: «Realmente o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão (Pedro)!» Jesus é o melhor amigo, e é fiel, por mais que O ofendamos e neguemos!
Para fazermos a experiência do Ressuscitado, temos que nos pôr a caminho. Foi o que fizemos, vindo à igreja escutar a mensagem da Páscoa. Confortados por ela, temos de ocupar-nos do Corpo crucificado do Senhor, reconhecendo-O nos sozinhos e abandonados, nos doentes, tristes e necessitados. A quem vamos «ressuscitar», na Páscoa deste ano, dando-lhe um sinal de vida? Um telefonema, uma visita, um presente…! Se o fizermos, sentiremos que Ele está vivo, que age em mim, que eu vivo por Ele e n’Ele. Pedro e os outros Apóstolos, só no Pentecostes – 50 dias depois da Páscoa – perderam o medo e ganharam coragem para dar testemunho de Jesus, proclamando o que viram e ouviram. Raramente se muda de um momento para o outro. Mas louvemos o Senhor – Aleluia! – porque Jesus nos diz: «Ressuscitei e estou contigo para sempre» (Antífona de Entrada da Missa do Domingo de Páscoa).
in http://www.apostoladodaoracao.pt/



Ponto de Luz
Escutando no vento
Tua voz secreta
Que me sopra por dentro
Deixe-me ser só ser
No teu colo eu me entrego
Para que me nutras
E me envolvas
Deixa-me ser só ser
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me conduz
Aceso na alma
Por trás dessa nuvem
Ardendo no céu
O fogo do sol rai
Eternamente quente
Liberta-me a mente
Liberta-me a mente
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Um ponto de luz
Que me seduz
Aceso na alma
Sara Tavares

in http://www.szavanna.co.za/category/artists/sara-tavares/


Antes de encontrar Jesus no "Cursilho" (MCC),
dizia muitas vezes que a minha mente
era como um quadro negro
mas que num dos cantos existia
uma pequena luz que eu não conseguia identificar.
Hoje sei, Senhor, que eras Tu,
chamando por mim.

Obrigado Senhor,
Filipe. 
(ver vídeo criado por Gemini em 2026.08.10)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Ceia do Senhor

vídeo criado em 2026.08.03
por ChatGPT & Gemini
vídeo original removido

João 13,1-15

Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.
Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?" Respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás".
Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo".
Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça".
Jesus respondeu: "Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos".
Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos".
Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: "Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

in liturgia diária (Canção Nova)
+++

domingo, 20 de dezembro de 2009

Virtude (vício - álcool / alcohol)


Quando o álcool te sequestra / Cuando el alcohol te secuestra


O alcoolismo é geralmente definido como o consumo consistente e excessivo e/ou preocupação com bebidas alcoólicas ao ponto que este comportamento interfira com a vida pessoal, familiar, social ou profissional da pessoa. O alcoolismo pode potencialmente resultar em condições (doenças) psicológicas e fisiológicas, assim como, por fim, na morte. O alcoolismo é um dos problemas mundiais de uso de drogas que mais traz custos. Com exceção do tabagismo, o alcoolismo é mais custoso para os países do que todos os problemas de consumo de droga combinados.

Apesar do abuso do álcool ser um pré-requisito para o que é definido como alcoolismo, o seu mecanismo biológico ainda é incerto. Para a maioria das pessoas, o consumo de álcool gera pouco ou nenhum risco de se tornar um vício. Outros fatores geralmente contribuem para que o uso de álcool se transforme em alcoolismo. Esses fatores podem incluir o ambiente social em que a pessoa vive, a saúde emocional e a predisposição genética.

O tratamento do alcoolismo é complexo e depende do estado do paciente.

Vício (do latim "vitium", que significa "falha ou defeito" [1]) é um hábito repetitivo que degenera ou causa algum prejuízo ao viciado e aos que com ele convivem. O termo também é utilizado de forma amena, muitas vezes deixando um índice de sua acepção completa. Por exemplo, viciado em chocolate.

Seu oposto é a Virtude.

A acepção contemporânea está relacionada a uma sucessão de denominações que se alteraram históricamente e que culmina com uma relação entre o Estado, a individualidade, a ética e a moral, nas formas convencionadas atualmente. Além disso, está fortemente relacionada a interpretações religiosas, sempre denotando algo negativo, inadequado, socialmente reprimível, abusivo e vergonhoso. Porém, em termos genéricos, é interessante a abordagem de Margaret Mead:

“A virtude é quando se tem a dor seguida do prazer; o vício, é quando se tem o prazer seguido da dor”

Faltando porém, um detalhe: os períodos onde a dor e o prazer se inserem variam, sendo que o segundo é sempre mais longo e permanente que o primeiro, em ambos os casos. Daí a relação que se cria também com o trabalho, como processo doloroso que gera prazer posterior permanente, e que portanto, eleva(m) o homem, através do orgulho e da vitória. Fatalmente, o vício relaciona-se também com a perda, a derrota, e portanto, a queda, fechando um ciclo conceitual que interliga o social, o biológico, o religioso e a ética-moral laica.
in http://pt.wikipedia.org/wiki/V%C3%ADcio

AVE-MARIA DAS SETE VIRTUDES

●AVE-MARIA, CHEIA DE GRAÇA,
A Graça da Castidade é a vestimenta de tua Simplicidade.

●O SENHOR É CONVOSCO,
A Graça da Generosidade é a vestimenta de teu Desprendimento.

●BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES,
A Graça da Temperança é a vestimenta de tua Moderação.

●E BENDITO É O FRUTO DE VOSSO VENTRE, JESUS
A Graça da Diligência é a vestimenta de tua Presteza.

●SANTA MARIA, MÃE DE DEUS,
A Graça da Paciência é a vestimenta de tua Serenidade.

●ROGAI POR NÓS, PECADORES,
A Graça da Caridade é a vestimenta de tua Amizade.

●AGORA E NA HORA DE NOSSA MORTE
A Graça da Humildade é a vestimenta de tua modéstia.

Amém.
Dia de Nossa Senhora das Graças (27 de Novembro)

O meu muito obrigado a
ANTONIO LUIZ MACÊDO
pelo seu blog:
Manuel Filipe Santos.