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segunda-feira, 24 de maio de 2021

O Tempo Não Para...


Hoje é dia da Região Autónoma dos Açores.
Lembrei-me do meu pai que nasceu nas Flores.
Aqui aproveito para lhe deixar um grande abraço,
repleto de saudade.
Lembrei-me também de algumas vezes em que
com ele me zanguei e o tempo não parou...
Alguns dos instantes de maior dor ainda recordo,
como que eternizados numa película velha já perdoada,
outros identifico sabendo que os poderia ainda analisar,
mas aqueles que hoje ainda me incomodam
são exactamente aqueles em não agindo da melhor forma,
ainda não me perdoei, por o tempo não parar.
Se não sei como agir, então é melhor parar.
Se não sei o que falar, então é melhor calar.
Dormir sobre o assunto ajuda a refletir.
Mais vale esperar, do que o outro magoar.
Ser gentil sempre, pois agredir é fácil 
mas só atrasa o acordar; 
O Nosso Despertar.
E Curar É Tudo!
Amo-Te Pai! 
Ajuda-me a Estar Aqui 🙏

Tercena
24 de Maio de 2021



quarta-feira, 31 de março de 2010

Apaixone-se...


Apaixone-se definitivamente
pelo seu sonho...
O sonho de ninguém deve ser maior
que o seu.

Apaixone-se pelo seu talento.

Apaixone-se mais pela viagem,
do que pela chegada ao destino.

Desapaixone-se de seus medos,
eles minam sua alegria de viver.

Apaixone-se pelas suas memórias mais deliciosas,
ninguém pode tirá-las de dentro de você.
Apaixone-se por aquele riso gostoso.
Apaixone-se por alguém...

Apaixone-se pelo seu projecto de vida,
acredite.

Apaixone-se pela dança da vida,
que está sempre em movimento.
Apaixone-se pela ideia de ser
verdadeiramente feliz.

Apaixone-se pela música
que você pode ser para alguém...

Apaixone-se definitivamente por você.
O poder de se apaixonar, só pertence a você!"
Junior Kinsell



parte final do filme:
Para Além do Horizonte/What Dreams May Come
Realizado por Vincent Ward
EUA, 1998

Chris (Williams) e a mulher Annie (Sciorra) têm que lidar com os mais profundos dramas familiares. Uma desgraça nunca vêm só, num filme em que o ponto de partida não é o que vai suceder aos personagens, mas como resolverão os seus problemas depois do pior que lhes podia suceder ter sucedido. Pode não fazer sentido, mas trata-se de um passeio pelo Além. Williams é ajudado por alguns guias celestiais, que lhe dão as indicações necessárias para ir ao Inferno e voltar.
Este filme de Vicent Ward passa-se, na sua quase totalidade, no mundo dos mortos, em cenários irreais, levados à tela por efeitos especiais que não são meras execuções técnicas, mas verdadeira "arte". Os cenários são de uma beleza quase sublime, à medida que Robin Williams vai saltando pelos mundos de sonho de diversas pessoas que conheceu em vida. O seu próprio "mundo" é baseado nas pinturas da esposa, levando-se ao extremo o conceito de "sentir a arte" (mais propriamente atolar-se nela até aos joelhos).
«What Dreams May Come» é, sem sombras de dúvida, um filme visualmente belo, com imagens que permanecem na retina do espectador, o qual preferirá percorrer os diversos quadros com o olhar a seguir a história dramática do romance post mortem, e da aceitação da natureza das coisas (mortas) por parte do personagem central. A irrealidade latente é necessariamente inversamente proporcional ao nosso interesse pelo destino dos personagens, e requerer-se-ia algo mais para nos agarrar a uma história em que o ponto de partida é a morte. Normalmente, preocupamo-nos com a morte de alguém no decurso ou no final do filme. Uma boa tragédia pincela morosamente os personagens e depois traz-lhes todas as desgraças possíveis, maxime a morte, mas a tortura física prolongada também não costuma ficar mal. Aqui, como é óbvio, não há esse receio. Williams e Sciorra surgem a sofrer desalmadamente, e quando o cenário muda o sofrimento prossegue, infindável, não se misturando as imagens bonitas com os cenários mais terrenos ou negros onde o drama tem a sua génese.