The 2024 Nobel Prize in Physics was awarded jointly to John J. Hopfield and Geoffrey Hinton for their foundational contributions to machine learning with artificial neural networks, a key technology in artificial intelligence.
Their work laid the groundwork for modern AI systems—Hopfield invented associative memory structures (Hopfield network), while Hinton developed the Boltzmann machine, enabling computers to learn from data and recognize complex patterns.
This marks the first time Nobel Committees explicitly honored contributions in artificial intelligence, recognizing its transformative global impact, from digital medicine to large language models.
Encontrei esta foto (sem a minha pessoa) algures no facebook (agora já não consigo encontrar o post original). Nos comentários alguém sugeria que a imagem teria sido gerada por IA. E deve ter sido. Assim, lembrei-me de sacar a foto e pedir ao ChatGPT para me adicionar lá no meio. Olhem só para o resultado. Fiquei um pouco diferente mas não deixa de ser engraçado.
Fazem jus as memórias do Prof. Adriano Moreira à sua conhecida inteligência e à sua (igualmente) reconhecida sensibilidade.
De quanto ele reporta, nesse magnífico repositório de vivências, há um episódio delicioso que não resisto a reproduzir.
Quando era Ministro nos tempos do Estado Novo, foi visitar Moçambique. Na cidade da Beira, pôs-se à disposição do público para dialogar.
Eis que o Bispo da Beira, o grande D. Sebastião Soares de Resende, levanta uma questão: «A que velocidade vai ser executada a revogação do Estatuto do Indígena?»
Tal revogação, diga-se, tinha sido aprovada há já algum tempo. E, já nessa altura, havia a tendência para promulgar leis que, depois, não eram aplicadas ou só eram aplicadas muito mais tarde.
Resposta pronta (e sobretudo acutilante) do Ministro: «Senhor D. Sebastião, a sua lei já tem uns dois mil anos e agradecia que me dissesse a que velocidade vai para ver se o acompanho».
De facto, Jesus deixou-nos uma lei, uma lei nova, uma lei suprema, uma lei maravilhosa. Foi no discurso da Última Ceia que, à guisa de herança, no-la legou: «Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei» (Jo 13, 34).
A lentidão com que nós, cristãos, cumprimos (ou a rapidez com que incumprimos e violamos) essa lei é exasperante.
Ressalve-se que D. Sebastião até nem era dos mais culpados já que foi sempre um ardente defensor dos mais pobres.
Mas subsiste a pertinência da ministerial réplica. Como exigir dos outros o que nós, pelos vistos, não estamos dispostos a fazer?
Era antes da festa da Páscoa. Jesus sabia que tinha chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai; tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. Estavam tomando a ceia. O diabo já tinha posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus. Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos e que de Deus tinha saído e para Deus voltava, levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido. Chegou a vez de Simão Pedro. Pedro disse: "Senhor, tu me lavas os pés?" Respondeu Jesus: "Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás". Disse-lhe Pedro: "Tu nunca me lavarás os pés!" Mas Jesus respondeu: "Se eu não te lavar, não terás parte comigo". Simão Pedro disse: "Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça". Jesus respondeu: "Quem já se banhou não precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo. Também vós estais limpos, mas não todos". Jesus sabia quem o ia entregar; por isso disse: "Nem todos estais limpos". Depois de ter lavado os pés dos discípulos, Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos: "Compreendeis o que acabo de fazer? Vós me chamais Mestre e Senhor, e dizeis bem, pois eu o sou. Portanto, se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz".