Sei, Senhor, que na vida, Nem sempre temos tudo, tudo dado! Por isso, aqui estou, Pronto para ser, ser ajudado.
Senhor, a Ti me entrego Com todo o coração, Eu nunca fui tão sincero, Não sei mais o que fazer! Sem ti, eu não sei viver, Ouve a minha oração, Senhor, dá-me a tua mão.
Sei, Senhor, que não posso Ter tudo o que quero, Ou que gosto. Por isso, peço-Te a Ti Que me leves sempre, sempre contigo.
“Quero fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo". O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas. Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há!
Estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "Tá! Tudo bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, banalidades, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo? O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não dá para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra.
A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também."
Alice franziu a testa e juntou as mãos como fazia sempre que se sentia ferida.
—Vês? Retorquiu o Coelho Branco.
Agora vais começar a perguntar-te o que te torna tão imperfeita e o que fizeste de mal para que eu não consiga amar-te pelo menos um pouco.
Sabes, é por esta razão que não te posso amar. Nem sempre serás amada Alice, haverá dias em que os outros estarão cansados e aborrecidos com a vida, terão a cabeça nas nuvens e irão magoar-te.
Porque as pessoas são assim, de algum modo sempre acabam por ferir os sentimentos uns dos outros, seja por descuido, incompreensão ou conflitos consigo mesmos.
Se tu não te amares, ao menos um pouco, se não crias uma couraça de amor próprio e de felicidade ao redor do teu Coração, os débeis dissabores causados pelos outros tornar-se-ão letais e destruir-te-ão.
A primeira vez que te vi fiz um pacto comigo mesmo: „Evitarei amar-te até aprenderes a amar-te a ti mesma!“
Neste primeiro dia do ano voltei a sonhar contigo. Foi um sonho muito intenso que aqui não vou registar mas o enredo era bem complexo. Era como que uma realidade paralela em que a notícia da tua partida me foi dada de uma forma inesperada e que me custou igualmente a aceitar...
Mas este sonho levou-me a pensar bastante. Levou-me em primeiro lugar a tomar consciência de como sinto a tua falta mas também a entender que ainda posso fazer mais. Posso fazer mais e melhor.
A vida não termina mesmo. A vida só termina quando o último ser vivo se apagar. A Vida é eterna. A Vida É Infinita. Enquanto eu estiver vivo e enquanto alguém estiver vivo, o Amor sempre pode crescer, a União sempre pode aumentar. Este despertar, este regressar a casa, é um processo diário, um processo de perseverança que tenciono continuar a percorrer neste ano que hoje iniciou.
Contei meus anos e descobri
que tenho menos tempo para viver a partir daqui,
do que o que eu vivi até agora.
Eu me sinto como aquela criança
que ganhou um pacote de doces;
O primeiro comeu com prazer,
mas quando percebeu que havia poucos,
começou a saboreá-los profundamente.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis
em que são discutidos estatutos, regras,
procedimentos e regulamentos internos,
sabendo que nada será alcançado.
Não tenho mais tempo
para apoiar pessoas absurdas
que, apesar da idade cronológica, não cresceram.
Meu tempo é muito curto para discutir títulos.
Eu quero a essência, minha alma está com pressa...
Sem muitos doces no pacote...
Quero viver ao lado de pessoas humanas,
muito humanas.
Que sabem rir dos seus erros.
Que não ficam inchadas, com seus triunfos.
Que não se consideram eleitos antes do tempo.
Que não ficam longe de suas responsabilidades.
Que defendem a dignidade humana.
E querem andar do lado da verdade e da honestidade.
O essencial é o que faz a vida valer a pena.
Quero cercar-me de pessoas
que sabem tocar os corações das pessoas...
Pessoas a quem os golpes da vida,
ensinaram a crescer com toques suaves na alma
Sim...
Estou com pressa...
Estou com pressa para viver com a intensidade
que só a maturidade pode dar.
Eu pretendo não desperdiçar
nenhum dos doces que eu tenha ou ganhe...
Tenho certeza de que eles serão mais requintados
do que os que comi até agora.
Meu objetivo é chegar ao fim satisfeito
e em paz com meus entes queridos
e com a minha consciência.
Nós temos duas vidas
e a segunda começa
quando se percebe que só temos uma...
Hoje a paz de Deus me envolve e esqueço todas as coisas exceto o Seu Amor.
Pai,
hoje desperto com milagres
corrigindo a minha percepção de todas as coisas.
E assim começa o dia que compartilho Contigo
como compartilho a eternidade,
pois neste dia o tempo deu um passo ao lado.
Não busco as coisas do tempo
e por isso não olharei para elas.
O que busco hoje transcende todas as leis do tempo
e das coisas percebidas no tempo.
Quero esquecer todas as coisas,
exceto o Teu Amor.
Quero habitar em Ti e não conhecer outras leis,
exceto a Tua lei do amor.
E quero achar a paz que criaste para o Teu Filho,
esquecendo todos os tolos brinquedos que fiz,
ao contemplar a Tua glória e a minha.
E hoje, ao cair da noite,
não nos lembraremos de nada além da paz de Deus.
Pois hoje aprenderemos qual é a nossa paz,
ao esquecermos todas as coisas
exceto o Amor de Deus.
ACIM L346
❤️💚💙
Ontem tive a Graça de conhecer o Bernardo
Ouvindo esta história contada pela sua mãe.
Uma Graça que só posso agradecer,
Pois o Amor de Deus, o Amor de Maria
É Infinito!
8
Amén
🙏
No I Domingo do Advento
as palavras sempre belas do Padre Tolentino:
Manjedoura
Senhor,
de todas as perguntas com que Tu me deixas,
há uma que cresce dentro de mim:
“que fazes do meu tempo?”
Sabes, perco-me nas tarefas, nas voltas a dar,
nesta e naquela responsabilidade, num imprevisto…
e no meio disso tudo, confesso,
o tempo da minha vida assemelha-se mais a uma fuga
do que a uma sementeira.
Neste Advento queria pedir-te luz,
para o modo de viver e de repartir o meu tempo.
Ajuda-me a realizar o meu trabalho e o meu lazer,
o meu esforço e a minha pausa
como tempos de dádiva e de encontro.
Como tempos que não sejam apenas tempo,
mas circulação de vida, de entusiasmo,
de criação e de afecto.
Peço-Te que a minha mão aberta,
se torne muitas vezes manjedoura.
1. Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei! Trinta anos estive longe de Deus. Mas, durante esse tempo, algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob a Tua Guia e consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio.
2. Tu estavas dentro de mim e eu fora… “Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior”. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava… Eis que estavas dentro e eu fora! Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo…
3. Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu a minha surdez… “Fizeste-me entrar em mim mesmo… Para não olhar para dentro de mim, eu tinha me escondido. Mas Tu me arrancaste do meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo, a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo eu estava”. Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”… Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha… Uma voz que dizia: “Pega e lê. Pega e lê!”.
4. Brilhaste, resplandeceste sobre mim e afugentaste a minha cegueira. Então corri à Bíblia, abri-a e li o primeiro capítulo sobre o qual caiu o meu olhar. Pertencia à carta de São Paulo aos Romanos e dizia assim: “Não em orgias e bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13s). Aquelas Palavras ressoaram dentro de mim. Pareciam escritas por uma pessoa que me conhecia, que sabia da minha vida.
5. Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti! Deus… de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus… de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus… a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir. Foi assim que descobri a Deus e me dei conta de que, no fundo, era a Ele, mesmo sem saber, a Quem buscava ardentemente o meu coração.
6. Provei-Te, e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. “Deus começa a habitar em ti quando tu começas a amá-Lo”. Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor!
7. E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti!…
8. Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava, disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo… Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz!