quinta-feira, 7 de maio de 2026
segunda-feira, 10 de novembro de 2025
Cores do Outono
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| foto de Mario Janeiro |
As vinhas tingem-se de fogo e vinho,
nas encostas suaves do Douro e do Minho.
Folhas caem como cartas de amor,
escritas pelo vento com ternura e cor.
O Tejo reflete o céu dourado,
Lisboa suspira num fado calado.
As ruas cheiram a castanha assada,
e cada esquina guarda uma alma encantada.
Nos montes do Alentejo, o silêncio é rei,
e o tempo abranda como nunca o fez.
O sol, mais baixo, acaricia a terra,
como quem se despede sem fazer guerra.
Outono em Portugal é saudade que dança,
é memória viva, é esperança mansa.
É o abraço quente de uma estação,
que nos ensina a ouvir o coração.
Autoria de Rui Morgado
Poema lindo que aquece o coração.
via Dulce Dias
terça-feira, 1 de julho de 2025
O Amor É um poema
O AMOR É UM POEMA
O amor é um poema.
Dói e canta cá dentro.
Tem a filosofia das árvores, a lição do mar,
os ensinamentos que as aves recolhem
quando migram para lá dos desertos,
de onde hão-de regressar mais sábias e seguras.
O amor é uma causa.
Uma luta excessiva com a divindade dos dias
e a sua fogueira obscura.
Mas também contra o mistério de si mesmo,
uma paz que nos dá o cansaço e a loucura infeliz da felicidade, esse primitivo terror dos sinos que tocam
como um aviso aos densos nevoeiros súbitos do mar.
O amor é uma casa.
Erguida com os beijos,
com os versos da noite
e o gemido das estrelas.
Casa cujas paredes vestem o nosso júbilo,
a nossa intuição,
a nossa vontade,
sobretudo o nosso instinto e a nossa sabedoria.
Onde se acende e brilha a luz suplicante da pele comprometida dos amantes.
O amor é um gigantesco pequeno mistério,
uma estranha generosidade que faz com que,
quanto mais damos, com mais ficamos para dar.
Só o amor é o elixir da juventude.
Não esse que sempre se procurou
nas indecifráveis fórmulas dos antigos livros de magia
e de alquimia,
mas aquele que está tão perto de nós
que por vezes o pisamos sem reparar.
Joaquim Pessoa, in 'Guardar o Fogo'
fonte: Poesia em Português (Fátima Soares)
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Abraço ao Entardecer na Costa - ChatGPT |
sexta-feira, 11 de outubro de 2024
É para isso que vivemos
Não lemos e escrevemos poesia porque é bonitinho.
Lemos e escrevemos poesia
porque somos membros da raça humana
e a raça humana está repleta de paixão.
E medicina, advocacia, administração e engenharia,
são objetivos nobres e necessários para manter-se vivo.
Mas a poesia, beleza, romance, amor...
é para isso que vivemos.
fonte: kdfrases
segunda-feira, 19 de agosto de 2024
Dia Mundial da Fotografia
terça-feira, 6 de agosto de 2024
sábado, 4 de maio de 2024
Saudades do futuro
"O português vai ser o que tiver que ser! Nem tem que perguntar se pode. Essa história de perguntarem se eu acho que Portugal pode ser alguma coisa, não tem sentido. Eu quero lá saber se pode ou não pode! Sei que tem de fazer. É uma questão de inventarmos o futuro. Se quiser: sonhar o futuro, como se costuma dizer. Mas eu gosto mais de falar como o Frei Luís de Sousa diz do Bartolomeu de Mártires: ter saudades do futuro. Em lugar de andar a ter saudades do passado - que só serve para fazer o fado e outras coisas semelhantes que não me interessam para nada - é preciso passar a ter saudades do futuro, e ver de que futuro é que tem que se ter saudades."
Agostinho da Silva, A NOSSA OBRIGAÇÃO É SER POETA À SOLTA
fonte: Margarida Belchior
E eu ainda não estou no futuro mas já tenho saudades do presente.
sábado, 9 de março de 2024
Zé Tolentino
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| António Lobo Antunes |
domingo, 24 de setembro de 2023
segunda-feira, 6 de março de 2023
quarta-feira, 18 de janeiro de 2023
Original é o poeta
José Carlos Pereira Ary dos Santos
(1936-12-07 / 1984-01-18)
Original é o poeta
que se origina a si mesmo
que numa sílaba é seta
noutro pasmo ou cataclismo
o que se atira ao poema
como se fosse um abismo
e faz um filho às palavras
na cama do romantismo.
Original é o poeta
capaz de escrever um sismo.
Original é o poeta
de origem clara e comum
que sendo de toda a parte
não é de lugar algum.
O que gera a própria arte
na força de ser só um
por todos a quem a sorte
faz
devorar um jejum.
Original é o poeta
que de todos for só um.
Original é o poeta
expulso do paraíso
por saber compreender
o que é o choro e o riso;
aquele que desce á rua
bebe copos quebra nozes
e ferra em quem tem juízo
versos brancos e ferozes.
Original é o poeta
que é gato de sete vozes.
Original é o poeta
que chegar ao despudor
de escrever todos os dias
como se fizesse amor.
Esse que despe a poesia
como se fosse uma mulher
e nela emprenha a alegria
de ser um homem qualquer.
~José Carlos Ary dos Santos
fonte: António Galopim de Carvalho
domingo, 21 de março de 2021
No Dia Mundial da Poesia
Viver, para ser poesia?
Poesia, é meu viver!
Cada momento me dá a alegria,
de mais nada na vida querer.
man@
Tercena, 21 de março de 2021
🙏🌷
Resposta a desafio no dia Mundial da Poesia





